Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

-Bom dia! dentro de 10 minutos estaremos pousando pousando no Aeroporto Internacional de Viena. Esperamos que tenham tido uma boa viagem.
Despertei com a voz esganiçada da aeromoça, dentro de poucos minutos desembarcaria em Viena e poria em diante o plano de "Vida nova na Europa Oriental", Viena era Europa oriental? Bom não importava, vida nova em qualquer parte do mundo era o que importava. Pelo menos durante uns meses ou talvez alguns anos, depois poderia voltar para Dallas como se nada tivesse acontecido. Com sorte nem se lembrariam dela, com mais sorte ainda todos podiam ter mudado de cidade ou de planeta ou se não morrido. Mas também não precisava voltar para o Texas, podia morar no Havai ou no Alasca e quem sabe nos Açores? Devia agora apenas consertar tudo e consertar tudo era desaparecer e fechar todas as feridas possíveis,se tornar uma nova pessoa. Tomar a decisão de sumir não havia sido fácil, não contou a ninguém, em mais um dia conturbado pegou sua mala e pegara o voo. Deixou para traz o marido adultero, as amigas falsas, todo o seu mundinho que um dia fora perfeito e que agora restavam apenas escombros bem maquiados. Seu voo para Viena fez uma escala em Londres, cidade na qual tomou um café e fumou 4 cigarros. Já conhecia Londres, passara metade da sua lua de mel naquela cidade, era tão nova, tão leve, tão mais feliz, tinha apenas 19 anos e já estava se casando com o novo nome do design de New York, algumas lagrimas escorreram no seu rosto de pele de pêssego. Não deveria lembrar do passado, esqueceria tudo ainda estava nova, 22 anos era pouco e podia começar tudo novamente. Desceu as escadas do avião e respirou fundo a ansiedade estava quase a matando.

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

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eu não sei mais o que fazer. o que fazer? acho que nada. Incertezas sempre persistindo.

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

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Você se foi, mesmo nunca tendo vindo
nem ao menos um tchau deu
sem respostas, justificativas
sempre precisei de justificativas
achei que minha pessoa tinha ido também
mas não foi, metade permanece
Onde jogar os planos?
Queimar mais sonhos?
esse esperar eterno de nada adiantou
e talvez nunca adiantaria
...

Terça-feira, 3 de Março de 2009

Na menor chance, tentou. Não conseguiu caiu na armadilha. Amadores amadores, o que eu faço com vocês? Agora sim estou postando para você. :)

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

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Sonhos despedaçados
Penando a cada passo
vomitando as palavras
sem sentimentos
sem realidade
a loucura
sim, a loucura esta presente,
Isso você quer sentir, corte
escorre, grite, ninguém liga, nem você mesmo.
Pequeno garoto do ego inflado, uma puta que não come, um humano que destroi.
Destroi tudo que toca
Bebe tudo que
Esnoba tudo que pensa
Os calmantes o domina
Não quer ver, fora da realidade, sentindo demasiadamente.
Vomita, corta, fuma, bebe, chora, soluça.
esse é você
você mostra ódio, você mostra a parte ruim das coisas.
sim e todos notam que você não queria estar aqui.
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De: Iatã Para: Iatã.

E ai esta você, mais uma vez, sua cabeça doí, sua barriga doí, olhos cheios d'água, coração acelerado, mente acelerada, porque você é assim? Você não sabe. Predestinação pelo gostar de sofrer. Sim, você sabe que gosta, porque você se arrasta ao sofrimento. Você nunca conseguiria ser alegre não é mesmo? Nada te basta, nada, o vazio é sua constância. A maioria ao seu redor esta sorrindo e você esta ai, inerte, parado, triste. Abraçaria qualquer coisa viva e digna que visse pela frente, esta sempre sozinho, os que anseiam pelo seu rosto não lhe parecem dignos. Você nunca terá nada. Você não é nada, você é apenas um rosto bonito e uma mente doente. Queria estar em paz, mas o caos reside em você. Você é o propio caos, um pedaço da grande loucura. Pare de pedir pela morte meu querido, porque ela não ser seu destino atual, o que resta a você é o tédio e essa vida de labirintos dramáticos e vontades auto-destrutivas.

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Dorothy Spern.

Quando chegou em seu flat alugado na Rua Ernest Paul, sua vontade foi de soltar um grande grito desesperado mas não o fez, fechou a porta e sentou-se na desconfortável escada verde esmeralda que não era limpa já a algumas semanas. Sim, sua companheira estava caída no chão com uma imensa possa de sangue contornando seus cabelos não mais tão loiros, agora vermelhos. Sua pele estava mais pálida do que nunca, não existia mais vida naquele corpo. Ela sabia o que havia acontecido, era apenas mais um aviso, primeiro destruíram seu carro, depois arruinaram sua loja de perfumes, mataram seu cachorro e agora haviam matado sua esposa. A queima de arquivo seria feita e ela era o arquivo em questão. Ou jogava conforme as regras impostas por eles ou seria destruída, já estava destruída o que faltava fazer com ela era terminar o trabalho. Levantou-se amarrou seu cabelo em um coque e desceu as escadas, não voltaria naquele prédio. Havia entendido o recado e estava disposta a jogar mas ela faria as regras a partir de agora, um jogo arriscado e imprevisível. Entrou no seu carro e começou a dirigir para fora da cidade, não chorava, não emitia um son, estava entorpecida em ódio. Dirigiria para o norte reencontraria antigos contatos e agora eles veriam quem realmente era Dorothy Spern. Sua vida havia sido destruída por saber demais, agora ela destruiria com prazer cada pessoa envolvida nisso. Tragou forte o cigarro que segurava em uma das mãos enquanto dirigia, a nicotina a penetrava e escurecia seus pulmões mas ela não estava dando a mínima, um gamba estava na estrada ela viu e passou por cima.